Como Usar sua Câmara







































 

BulaCombinação velocidade/abertura - Veja agora, na ilustração "bula do filme" (ao lado), as indicações necessárias para a abertura do diafragma e a velocidade do obturador.

Partindo das indicações da bula, ou fotômetro, você pode variar as regulagens para diversas situações. Por exemplo: em dia de sol - diafragma f/11; velocidade 1/125. Se você mudar a abertura do diafragma para f/8, vai entrar o dobro de luz. Se você mantiver a velocidade 1/125 a fotografia ficará superexposta. Assim, para que a fotografia saia correta, é preciso compensar o excesso de entrada de luz, com a velocidade mais rápida do obturador para 1/250.

Este esquema orientará você sobre as possíveis alterações na regulagem, sem comprometer a qualidade da foto. Partindo de uma combinação inicial de dia de sol, - f/11 a 1/125 você pode fazer as seguintes modificações para obter boas fotos, dependendo das circunstâncias:f/16 a 1/60
f/11 a 1/125
f/8 a 1/250
f5.6 a 1/500
f/4 a 1/1000

Assim, em uma cena normal, use f/11 a 1/125; para fotografar uma corrida de bicicletas e paralisar a ação, use f/5.6 a 1/500; no caso de corrida de automóvel, use f/4 a 1/1000 para paralisar a ação; se a foto for feita em dia nublado escuro, a bula do filme KODAK ISO 100 dá a seguinte indicação:

Agora, compare as duas tabelas: as regulagens variam muito de um dia de sol para um dia nublado. Antes de determinar a regulagem, consulte a bula do filme e não se esqueça deste ponto: Se você abrir o diafragma em um ponto, permitirá o dobro da entrada de luz, que permitirá o dobro da entrada de luz, que deve ser compensada aumentando um ponto na velocidade do obturador.

f/1.4

a 1/1000

f/2

a 1/500

f/2.8

a 1/250

f/4

a 1/125

f/5.6

a 1/60

f/8

a 1/30

Para conseguir a regulagem correta, o ideal é usar o exposímetro da câmara (também conhecido como fotômetro). Trata-se de um instrumento dotado de célula fotossensível, que mede a intensidade de luz refletida pelo assunto. Com esse dispositivo você terá a indicação exata de várias velocidades e aberturas do diafragma que podem ser usadas em cada situação.

Focalização - Outro recurso da câmara ajustável é a focalização do assunto através da própria objetiva. Girando o anel de focalização, você obtém o ajuste na devida distância da câmara/assunto para reproduzir nitidamente as imagens no plano focal. A maioria das câmaras de hoje em dia tem o foco automático, que é um telêmetro interno que determina exatamente a distância câmara/assunto. Naquelas que permitem o ajuste manual do foco, o anel de distância contém a escala em metros e em pés que também facilita a focalização.

Profundidade de Campo - Os controles de focalização, de qualquer tipo, em geral são fáceis de operar. Mas, para aproveitá-los ao máximo, é importante saber que, quando você focaliza um motivo, a profundidade de campo - zona de foco aceitável na frente e atrás do assunto - varia enormemente, conforme o tamanho da abertura, a distância do assunto à câmara e a distância focal da objetiva. Adquirindo prática em controlar a profundidade de campo, você pode aumentar o impacto de qualquer fotografia.

A abertura do diafragma é o fator mais importante na determinação da profundidade de campo. Quanto menor a abertura, maior a profundidade de campo e vice-versa.

Um exemplo: com f/16 numa objetiva normal, focalizando um assunto a 5 metros de distância, tudo ficará focado desde 2,5 metros à frente da câmara até o infinito. Com f/5.6 a zona nítida irá de desde cerca de 1 metro à frente do assunto até mais ou menos 2 metros atrás. Com f/2, apenas o assunto ficará nítido.

A distância focal da objetiva também influi na profundade de campo. Com a mesma abertura do diafragma, a profundidade de campo será tanto maior quanto menor for a distância focal de sua objetiva. Portanto, uma objetiva grande angular dá mais profundidade de campo com, digamos diafragma 11 do que uma objetiva normal com este mesmo diafragma.

camaraMono-reflex - As câmaras reflex de uma só objetiva são também chamadas mono-reflex (para diferenciar das antigas câmaras reflex de duas objetivas). São mais práticas,pois a focalização é feita pela própria objetiva. Veja a ilustração 1, ao lado: a luz refletida do assunto passa através da objetiva, atinge um espelho a 45 graus e antiga é por ele desviada para um prisma superior que a rebate para o visor, de onde se observa a cena. Em razão dessa operação, as câmaras mono-reflex mostram, através do visor, o assunto exatamente como vai sair na foto, pois a paralaxe não existe.

A ilustração 2 mostra que, uma vez pressionado o obturador, o espelho se levanta para que a luz possa atingir o filme, formando a mesma imagem vista pelo fotógrafo. Quando o espelho é levantado, o observador perde, por instantes, a visão da cena. Estas câmaras permitem o uso de teleobjetivas e grande angular com facilidade, pois as lentes são intercambiáveis. Pode-se também adaptar acessórios como lentes de aproximação e tubos de extensão. Apesar de todos esses recursos, as câmaras ajustáveis exigem os mesmos cuidados das câmaras simples e compactas (automáticas) para obter fotos de boa qualidade:

  • Segurar a câmara com firmeza.
  • Ajustar corretamente a distância do assunto (quando usar foco manual). As câmaras ajustáveis permitem a focalização a partir de 45cm ou menos. No anel de focalização, é indicada a distância mínima.
  • Enquadrar o assunto corretamente.
  • Observar as condições de luz e regular a câmara de acordo com a bula do filme ou pela indicação do exposímetro.
  • Praticar muito com a câmara, pois só assim obterá resultados cada vez melhores.
  • Anotar as regulagens feitas em cada foto e estudar depois os resultados. Assim você saberá quais as modificações necessárias para as próximas fotos.