Telefonia Celular

Milhões de pessoas em todo o mundo usam telefones celulares. Em 2006, o Brasil fechou o ano com mais de 100 milhões de linhas. Os telefones celulares são equipamentos fabulosos: pode-se falar com qualquer pessoa no planeta, não importa onde se esteja.

Os telefones celulares fornecem uma incrível variedade de funções e novos aparelhos são lançados em um ritmo acelerado. Dependendo do modelo de telefone, você pode:

Mas você já imaginou como funciona um telefone celular? O que o torna diferente de um telefone comum? O que significam termos como PCS, GSM, CDMA e TDMA? Neste artigo, vamos discutir a tecnologia dos telefones celulares para que você veja como eles são incríveis. Se você estiver pensando em comprar um celular, não deixe de ler Como funciona a compra do celular. Há ótimas dicas nesse artigo.

Uma das coisas mais interessantes sobre esse aparelho é que, na verdade, ele é um rádio (extremamente sofisticado, mas, ainda assim, um rádio). O telefone foi inventado por Alexander Graham Bell, em 1876, e é possível encontrar as raízes da comunicação sem fio na invenção do rádio de Nikolai Tesla, por volta de 1880 (e formalmente apresentado em 1894 por um jovem italiano chamado Guglielmo Marconi). Era apenas uma questão de tempo para que essas duas grandes tecnologias, enfim, se combinassem.

Frequências de telefone celular

No período que precedeu os telefones celulares, as pessoas que realmente necessitavam de capacidade de comunicação móvel instalavam rádio-telefones em seus carros. No sistema de radiotelefonia, havia uma torre de antena central por cidade e possivelmente 25 canais disponíveis nesta torre. Essa antena central significava que o telefone em seu carro precisava de um transmissor muito potente, com capacidade suficiente para transmitir por cerca de 70 km. Isso também significava que poucas pessoas podiam usar os rádio-telefones: não havia canais suficientes.

A engenhosidade do sistema celular está na divisão de uma cidade em pequenas células. Isso permite uma extensiva reutilização de frequência ao longo de uma cidade, de modo que milhões de pessoas possam usar os telefones celulares simultaneamente.

Uma boa maneira de compreender a sofisticação de um celular é compará-lo a um rádio faixa do cidadão ou a um walkie-talkie.


No rádio half-duplex, ambos os transmissores usam a mesma freqüência. Somente uma das partes pode falar de cada vez.



Em um rádio full-duplex, os dois transmissores usam freqüências diferentes, assim ambas as partes podem falar ao mesmo tempo.
Os telefones celulares são full-duplex.

Em um sistema de telefonia celular analógico nos Estados Unidos, o provedor de telefonia celular recebe cerca de 800 freqüências para usar ao longo da cidade. O provedor divide a cidade em células. Cada célula tem dimensão típica de cerca de 26 quilômetros quadrados. As células normalmente são imaginadas como hexágonos de uma grande grade hexagonal, como esta:


Como os celulares e as estações-base usam transmissores de baixa potência, as mesmas freqüências podem ser reutilizadas em células não adjacentes. As duas células roxas podem reutilizar as mesmas freqüências.

Cada célula tem uma estação-base, que consiste de uma torre e uma pequena construção que contém o equipamento de rádio. Falaremos mais sobre as estações-base posteriormente. Agora vamos dar uma olhada nas células que fazem o sistema celular.


Canais de telefone celular

Uma única célula em um sistema analógico utiliza um sétimo dos canais de voz duplex disponíveis. Ou seja, cada célula (das sete em uma grade hexagonal) está usando um sétimo dos canais disponíveis, de modo que tem um conjunto exclusivo de freqüências e não há colisões:

Em outras palavras, em qualquer célula, 56 pessoas podem falar em seus celulares a qualquer momento. Os sistemas celulares analógicos são considerados tecnologia móvel de primeira geração ou 1G. Com métodos de transmissão digital (2G), o número de canais disponíveis aumenta. Por exemplo, um sistema digital baseado em TDMA pode comportar três vezes o número de chamadas de um sistema analógico - cada célula tem aproximadamente 168 canais disponíveis (leia o artigo Como funciona a telefonia 3G para mais informações sobre TDMA, CDMA, GSM e outras técnicas de telefonia celular digital).

Os celulares usam transmissores de baixa potência . Muitos celulares têm duas intensidades de sinal: 0,6 Watt e 3 Watts (para comparação, a maioria dos rádios faixa do cidadão transmite com 4 Watts). A estação-base também transmite em baixa potência. Há duas vantagens nos transmissores de baixa potência:

A abordagem celular requer um grande número de estações-base em uma cidade de qualquer tamanho. Uma grande cidade pode ter centenas de torres. Mas como muitas pessoas estão usando telefones celular, o custo para cada usuário permanece baixo. Cada provedor em cada cidade também opera uma central chamada de central de comutação de telefonia móvel (ou MTSO, a sigla em inglês). Essa central manipula todas as conexões telefônicas para o sistema telefônico baseado em terra e controla todas as estações-base naquela região.

Códigos de telefonia celular

Existem códigos especiais associados a todos os celulares. Esses códigos são usados para identificar o telefone, seu proprietário e o provedor dos serviços.

Códigos de telefone celular

  • Número serial eletrônico (ESN): um número individual de 32 bits gravado dentro do telefone quando ele é produzido.
  • Número de identificação móvel (em inglês, MIN) - um número de 10 dígitos derivado de seu número de telefone.
  • Código de Identificação do Sistema (em inglês, SID) - um número exclusivo de 5 dígitos que é designado para cada provedor pelo FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão que regulamenta as telecomunicações nos EUA.
  • Apesar de o ESN ser considerado uma parte permanente do telefone, os códigos MIN e SID são programados nele quando estiver ativado, ou quando você adquire um plano de serviços.

    Digamos que você tenha um celular, ligue-o e alguém tente falar com você. Aqui está o que acontece com a chamada:


    À medida que você se desloca, o sinal é passado de célula para célula

    Digamos que você esteja ao telefone e se mova de uma célula para outra, mas a célula para a qual você se move é coberta por outro provedor de serviços que não o seu. Em vez de derrubar a ligação, ela na verdade será transferida para o outro provedor de serviços.

    Se o SID no canal de controle não coincide com o SID programado em seu telefone, então o telefone sabe que está em roaming. A central MTSO da célula em que você faz o roaming entra em contato com a central MTSO de seu sistema doméstico, que então verifica seu banco de dados para confirmar que o SID do telefone que você usa é válido. Seu sistema doméstico verifica seu telefone para a central MTSO local, a qual então rastreia seu telefone à medida que você se desloca ao longo de suas células. E o surpreendente é que tudo isso acontece em segundos.

    A parte chata é que você pode receber uma cobrança absurda por sua chamada em roaming. Na maioria dos telefones, a palavra "roam" aparece na tela do aparelho quando você deixa a área de cobertura de seu provedor e entra na de outro. Caso contrário, será melhor estudar seus mapas de cobertura com muita atenção, pois mais de uma pessoa já foi, desagradavelmente, surpreendida pelo custo do roaming. Verifique seu contrato de serviços cuidadosamente para descobrir quanto está pagando quando estiver em roaming.

    Observe que se você quiser fazer roaming internacionalmente, precisará de um telefone que funcione tanto domesticamente quanto no exterior. Países diferentes usam tecnologias de acesso celular diferentes. Mais à frente veremos mais sobre esta tecnologia.

    Primeiro, vamos ter uma base sobre a tecnologia de celulares analógicos para entender como se desenvolveu esta indústria.

    Celulares analógicos


    Foto cedida pela Motorola, Inc.
    Escola antiga: Celular DynaTAC, 1983
    Em 1983, o padrão de telefone celular chamado AMPS (Sistema de Telefonia Móvel Avançado) foi aprovado pela FCC e usado pela primeira vez em Chicago. O AMPS usa uma faixa de freqüências entre 824 megahertz (MHz) e 894 MHz para os celulares analógicos. Para encorajar a competição e manter os preços baixos, o governo dos EUA exigiu a presença de dois provedores em cada mercado, conhecidos como provedores A e B. Um dos provedores era o provedor de intercâmbio local (LEC), uma maneira engraçada de chamar a companhia telefônica de lá.

    Foram designadas 832 freqüências para cada um dos provedores A e B: 790 para voz e 42 para dados. Um par de freqüências (uma para transmitir e outra para receber) é usado para criar um canal. As freqüências usadas nos canais de voz analógicos são normalmente de 30 kHz de largura (30 kHz foi escolhido como o tamanho padrão porque proporciona qualidade de voz comparável a um telefone com fio).

    As freqüências de transmissão e recepção de cada canal de voz são separadas por 45 MHz para impedir que elas interfiram umas nas outras. Cada provedor tem 395 canais de voz e 21 canais de dados para organização, como registro e paging.

    Uma versão do AMPS conhecida como serviço de telefone móvel avançado de banda estreita (NAMPS, em inglês) incorpora alguma tecnologia digital para permitir que o sistema porte cerca de três vezes o número de chamadas da versão original. Apesar de usar tecnologia digital, ele ainda é considerado analógico. AMPS e NAMPS operam somente na banda de 800 MHz e não oferecem muitos recursos comuns no serviço de celular digital, como o e-mail e navegação na web.

    Na próxima seção veremos a tecnologia dos celulares digitais e os métodos usados pela rede de telefonia celular.

    Celulares digitais

    Os telefones celulares digitais representam a segunda geração (2G) da tecnologia celular. Eles usam a mesma tecnologia de rádio que os telefones analógicos, mas a utilizam de uma maneira diferente. Os sistemas analógicos não usam completamente o sinal entre o telefone e a rede celular. Os sinais analógicos não podem ser comprimidos e manipulados tão facilmente quanto um sinal verdadeiramente digital. Este é o motivo pelo qual muitas companhias de TV a cabo estão mudando para a tecnologia digital: elas podem colocar mais canais dentro de uma determinada largura de banda. É impressionante o quanto os sistemas digitais podem ser mais eficientes.

    Os telefones digitais convertem sua voz em informação binária (1s e 0s) e em seguida a comprimem (veja Como funcionam as gravações analógica e digital para detalhes sobre o processo de conversão). Essa compressão permite que entre 3 e 10 chamadas de telefone digital ocupem o espaço de uma chamada analógica.

    Muitos sistemas celulares digitais dependem somente da modulação por chaveamento da freqüência (FSK, em inglês) para enviar dados de um lado para outro com o AMPS. A FSK usa duas freqüências, uma para os 1s e a outra para os 0s, alternando rapidamente entre as duas para enviar a informação digital entre a torre de celular e o telefone. Esquemas de modulação e codificação engenhosos são requeridos para converter a informação analógica em digital, comprimi-la e convertê-la novamente enquanto se mantém um nível aceitável de qualidade de voz. Isso significa que os celulares digitais precisam conter muita capacidade de processamento.

    Vamos dar uma olhada no interior de um telefone celular.

    O interior de um telefone celular

    Os telefones celulares são os dispositivos mais complexos que as pessoas usam no dia-a-dia. Os celulares digitais modernos podem processar milhões de cálculos por segundo para comprimir e descomprimir o fluxo de voz.


    As partes de um telefone celular

    Se você desmontar um telefone celular, vai descobrir que ele contém apenas poucas peças individuais:

    A placa de circuito é o coração do sistema. Esta é de um telefone digital Nokia:


    A frente da placa de circuito

    A parte traseira da placa de circuito

    Nas fotos acima você vê diversos chips de computador. Vamos falar sobre o que fazem alguns dos chips individuais. Os chips de conversão analógico para digital e digital para analógico traduzem o sinal de rádio emitido de analógico para digital e o sinal recebido de digital novamente para analógico. Você pode aprender mais sobre a conversão A/D e D/A e sua importância para o áudio digital em Como funcionam os CDs. O processador de sinal digital (em inglês, DSP) é um processador altamente personalizado e projetado para efetuar cálculos de manipulação do sinal em alta velocidade.

    O microprocessador cuida de todas as tarefas requeridas pelo teclado e pelo visor, é o responsável pelo controle de sinalização com a estação base, além de coordenar as demais funções na placa.


    O microprocessador

    Os chips de memória ROM e memória Flash proporcionam o armazenamento do sistema operacional e dos recursos personalizáveis de seu telefone, como a agenda de telefones. A seção de radiofreqüência (RF) e energia cuida do gerenciamento de energia e recarga, e também lida com as centenas de canais de FM. Finalmente, os amplificadores RF manipulam os sinais que entram e saem da antena.


    O visor e os contatos do teclado

    O visor cresceu consideravelmente em tamanho devido ao aumento do número de recursos dos celulares. A maioria dos telefones celulares oferece agendas telefônicas, calculadoras e jogos embutidos. E muitos dos telefones incorporam algum tipo de PDA ou navegador web.


    O cartão de memória Flash na placa de circuito

    O cartão de memória Flash removido

    Alguns telefones armazenam determinadas informações, como os códigos SID e MIN, na memória Flash interna, enquanto outros usam cartões externos similares aos cartões SmartMedia.


    O alto-falante, o microfone e a bateria de manutenção do telefone celular

    É incrível como os celulares reproduzem sons de boa qualidade por meio de alto-falantes e microfones tão minúsculos. Como você pode ver na foto acima, o alto-falante tem aproximadamente o tamanho de uma moeda, e o microfone não é maior do que a bateria do relógio de pulso ao lado. Falando da bateria de relógio, ela é usada para o chip do relógio interno.

    O que é surpreendente é que toda essa funcionalidade, que somente 30 anos atrás ocuparia todo um andar de um prédio de escritórios, agora se encaixa em um pacote que cabe confortavelmente na palma da sua mão!

    Tecnologias de rede de telefonia celular 2G

    Há algumas tecnologias comuns usadas pelas redes de celulares 2G para a transmissão de informações:

    Apesar de essas tecnologias parecerem bastante complexas, você poderá ter uma boa idéia de como elas funcionam apenas interpretando o título de cada uma.

    A última palavra informa qual é o método de acesso. A palavra divisão permite saber que ela fraciona as chamadas com base no método de acesso.

    O termo acesso múltiplo significa que mais de um usuário pode utilizar cada célula.

    FDMA
    A tecnologia FDMA separa o espectro em canais de voz distintos por meio de sua divisão em porções uniformes de largura de banda. Para entender melhor a tecnologia FDMA, pense nas estações de rádio: cada estação envia seu sinal em uma freqüência diferente dentro da banda disponível. FDMA é usada, principalmente, para a transmissão analógica. Apesar de ser capaz de portar informação digital, a tecnologia FDMA não é considerada um método eficiente para a transmissão digital.


    Na tecnologia FDMA, cada telefone usa uma freqüência diferente

    TDMA
    TDMA é o método de acesso usado pela Electronics Industry Alliance (Aliança das Indústrias Eletrônicas) - em inglês - e a Telecommunications Industry Association (Associação das Indústrias de Telecomunicações) - em inglês - para o Padrão Ínterim 54 (IS-54) e Padrão Ínterim 136 (IS-136). Usando TDMA, uma banda estreita com 30 kHz de largura e 6,7 milissegundos de comprimento é dividida em três janelas de tempo.

    Banda estreita significa "canais" no sentido tradicional. Cada conversa chega ao rádio por um terço do tempo. Isso é possível porque os dados de voz que foram convertidos em informação digital são comprimidos de modo a ocupar um espaço de transmissão significativamente menor. Assim, a tecnologia TDMA tem três vezes a capacidade de um sistema analógico, usando o mesmo número de canais. Os sistemas TDMA operam nas freqüências de banda de 800 MHz (IS-54) ou 1.900 MHz (IS-136).


    TDMA divide uma freqüência em janelas de tempo

    GSM

    Desbloqueando seu telefone GSM
    Qualquer telefone GSM pode trabalhar com qualquer cartão SIM, mas alguns provedores de serviços "bloqueiam" o telefone para que ele somente funcione com seus serviços. Se o seu telefone estiver bloqueado, você não poderá usá-lo com qualquer outro provedor de serviços, seja localmente ou no exterior. É possível desbloquear o telefone usando um código especial, mas é improvável que sua operadora o forneça a você. Há sites na Web que fornecem o código de desbloqueio, alguns mediante uma pequena taxa, outros gratuitamente.
    TDMA também é usada como a tecnologia de acesso para o Sistema Global para Comunicação Móvel (em inglês, GSM - Global System for Mobile Communications). Entretanto, a tecnologia GSM implementa a TDMA de uma maneira um pouco diferente e incompatível com o padrão IS-136. Pense no GSM e IS-136 como dois sistemas operacionais diferentes que trabalham no mesmo processador, como Windows e Linux, ambos trabalhando em um Intel Pentium III. Os sistemas GSM usam criptografia para tornar as chamadas telefônicas mais seguras. O GSM opera nas bandas de 900 MHz e 1.800 MHz na Europa e na Ásia, e na banda de 850 MHz e 1.900 MHz (algumas vezes referida como 1,9 GHz) nos Estados Unidos. Ele é usado em sistemas de celular digital e baseados em PCS. O GSM também é a base para a Rede Digital Ampliada Integrada (em inglês, IDEN), um sistema popular apresentado pela Motorola (em inglês) e usado pela Nextel (em inglês).

    O GSM é o padrão internacional na Europa, Austrália e grande parte da Ásia e África. No Brasil, quase 64% dos celulares são GSM (dados da Anatel de dezembro de 2006). Nas áreas de cobertura, os usuários de celulares podem comprar um telefone que funcionará em qualquer lugar em que o padrão for suportado. Para se conectar aos provedores de serviços específicos em diferentes países, os usuários de GSM simplesmente trocam os cartões do módulo de identificação de assinante (SIM, em inglês). Os cartões SIM são pequenos discos removíveis que entram e saem dos telefones celulares GSM. Eles armazenam todos os dados de conexão e números de identificação que você necessita para acessar, especialmente, um provedor de serviços sem fio.

    Infelizmente, os telefones GSM de 850 MHz/1900MHz usados nos Estados Unidos não são compatíveis com o sistema internacional. Se você mora nos Estados Unidos e necessita portar e utilizar telefone celular em uma viagem internacional, você pode comprar um telefone GSM de 3 ou 4 faixas e usá-lo tanto domesticamente quanto em viagens internacionais.

    CDMA
    A tecnologia CDMA tem uma abordagem totalmente diferente em relação à TDMA. A CDMA, após digitalizar os dados, os espalha ao longo de toda a largura de banda disponível. Chamadas múltiplas são sobrepostas umas sobre as outras no canal, cada uma designada por um código seqüencial exclusivo. CDMA é uma forma de espalhamento espectral, o que significa que os dados são enviados em pequenos pedaços ao longo de diversas freqüências diferentes disponíveis para uso, a qualquer momento, na faixa especificada.


    Na tecnologia CDMA, os dados de cada telefone têm um código exclusivo

    Todos os usuários transmitem na mesma faixa do espectro de banda larga. O sinal de cada usuário é espalhado por toda a largura da banda por meio de um código de espalhamento exclusivo. No receptor, esse mesmo código exclusivo é usado para recuperar o sinal. Como os sistemas CDMA necessitam de um registro de tempo exato em cada pedaço de sinal, eles consultam o sistema GPS para obter essa informação. Entre oito e 10 chamadas independentes podem ser suportadas no mesmo espaço de canal como uma única chamada AMPS analógica. A tecnologia CDMA é a base para o Padrão Ínterim 95 (IS-95) e opera em ambas as bandas de freqüência de 800 MHz e 1.900 MHz.

    Teoricamente TDMA e CDMA são interferem uma com a outra. Na prática, sinais CDMA de alta potência elevam o patamar de ruído para os receptores TDMA, e os sinais TDMA de alta potência podem causar sobrecarga e embaralhamento dos receptores CDMA.

    Vamos ver agora a diferença entre as tecnologias de banda múltipla e o modo múltiplo.

    Celulares multi-banda X celulares multi-modo

    Se você viaja muito, provavelmente vai querer telefones que ofereçam bandas múltiplas, modos múltiplos ou ambos. Vamos dar uma olhada em cada uma dessas opções:

    A alternância de bandas ou modos é feita automaticamente por telefones que suportam essas opções. Geralmente o telefone tem uma opção padrão estabelecida, como 1.900 MHz TDMA, e tenta se conectar primeiro naquela freqüência com aquela tecnologia. Caso ele suporte bandas duplas, ele alternará para 800 MHz se não puder se conectar a 1.900 MHz. E se o telefone suportar mais de um modo, ele tentará primeiro o(s) modo(s) digital(is) e, em seguida, alternará para o analógico.

    Você pode encontrar tanto telefones de modo duplo quanto de modo triplo. O termo modo triplo, ou "tri-mode", pode ser decepcionante. Ele pode significar que o telefone suporta duas tecnologias digitais, como CDMA e TDMA, assim como analógico. Nesse caso, ele será um verdadeiro telefone de modo triplo. Mas isso também pode significar que ele suporta uma tecnologia digital em duas bandas e também oferece suporte analógico. Uma versão popular do tipo de telefone de modo triplo para pessoas que fazem muitas viagens internacionais possui serviço GSM na banda de 900 MHz para Europa e Ásia e na banda de 1.900 MHz para os Estados Unidos, além do serviço analógico. Tecnicamente é um telefone de modo duplo, e um desses modos (GSM) suporta duas bandas.

    Celular X PCS

    Personal Communications Services (PCS) é um serviço telefônico sem fio muito similar ao serviço de telefone celular, mas com ênfase no serviço pessoal e na mobilidade estendida. O termo "PCS" é freqüentemente usado no lugar de "celular digital", mas o verdadeiro PCS oferece outros serviços, como paging (recados), identificador de chamadas e e-mail.

    Enquanto o celular foi criado originalmente para uso em carros, o PCS foi concebido desde o início para a maior mobilidade do usuário. O PCS possui células menores e, assim, requer um maior número de antenas para cobrir uma mesma área geográfica. Os telefones PCS usam frequências entre 1,85 e 1,99 GHz (1.850 MHz a 1.990 MHz).

    Tecnicamente, os sistemas celulares nos Estados Unidos operam em bandas de freqüência de 824 MHz a 894 MHz, enquanto o PCS opera nas bandas de 1.850 MHz a 1.990 MHz. E enquanto o celular digital se baseia em TDMA, o PCS possui espaçamento de canais de 200 kHz e oito janelas de tempo em vez do típico espaçamento de canais de 30 kHz e das três janelas de tempo encontrados no celular digital.

    Na próxima página, vamos ver como funciona a tecnologia 3G.

    Rede de telefonia celular 3G


    Foto cedida por Amazon.com
    Telefone Sony Ericsson V800 3G
    A tecnologia 3G é a mais recente nas comunicações móveis. 3G significa "terceira geração", já que a tecnologia do celular analógico é de primeira geração e a do celular digital/PCS é de segunda geração. A tecnologia 3G se destina aos verdadeiros telefones celulares multimídia, chamados de smartphones ou telefones inteligentes, e apresenta largura de banda ampliada e taxas de transferência para acomodar aplicações baseadas na Web e arquivos de vídeo e áudio baseados no telefone.Para saber mais sobre telefonia 3G, leia nossa artigo Como funciona a telefonia 3G.

    3G engloba diversas tecnologias de acesso digital. As mais comuns em 2005 eram:

    As redes 3G têm velocidade de transferência potencial de até 3 Mbps (cerca de 15 segundos para o download de uma música em MP3 de 3 minutos). Para exemplificar, os telefones 2G mais rápidos podem chegar até 144 Kbps (cerca de 8 minutos para o download de uma música de 3 minutos). As altas taxas de dados do 3G são ideais para o download de informações da Internet e para o envio e recebimento de arquivos grandes de multimídia. Os telefones 3G são como minilaptops e podem acomodar aplicações de banda larga como videoconferência, recepção de sinais de vídeo da Web, envio e recepção de fax e download instantâneo de mensagens de e-mail com anexos.

    É claro que nada disso seria possível sem aquelas torres que transmitem os sinais de telefone para telefone.

    Torres de telefonia celular

    Uma torre de celular é um mastro de aço ou estrutura de treliça que se eleva a dezenas de metros no ar. Este tipo de antena, na rodovia I-85, perto de Greenville, Carolina do Sul, é comum nos Estados Unidos:


    Esta é uma torre moderna com três diferentes provedores de telefonia celular ocupando a mesma estrutura. Se você olhar na base dela verá que cada provedor tem seu próprio equipamento e também verá que a quantidade de equipamento envolvida hoje é muito pequena (as torres mais antigas, normalmente, apresentam pequenas construções na base):


    Aqui está o equipamento de um dos provedores:

    A caixa aloja os transmissores e receptores de rádio que permitem à torre se comunicar com os telefones. Os rádios se conectam com as antenas na torre por meio de um conjunto de cabos grossos:

    Se você olhar atentamente, verá que a torre e todos os cabos e equipamentos na base dela são fortemente aterrados. Por exemplo, a placa com os fios verdes parafusados nesta foto é uma placa sólida de aterramento de cobre:

    Um indício seguro de que diversos provedores compartilham esta torre é o  fecho de cinco vias no portão. Qualquer uma entre cinco pessoas pode desbloquear este portão para entrar.

    As torres de celular são feitas de todas as formas e tamanhos, mas acredito que esta em Morrisville, Carolina do Norte, é uma das mais estranhas.

    Ela é aquela árvore alta e feia!

    Como qualquer outro dispositivo eletrônico de consumo, telefones celulares também têm problemas. Vamos dar uma olhada na próxima página.

    Problemas com telefones celulares

    Um telefone celular, como qualquer outro dispositivo eletrônico para consumidores, tem seus problemas.

    Aqui está o processo de clonagem: quando seu telefone faz uma chamada, ele transmite o ESN e o MIN para a rede no início da chamada. O par MIN/ESN é um rótulo exclusivo de seu telefone - é assim que a companhia telefônica fica sabendo de quem cobrar a chamada. Quando seu telefone transmite um par MIN/ESN, é possível que pessoas com más intenções consigam ouvir (com um scanner) e capturar o par. Com o equipamento apropriado, é muito fácil modificar outro telefone de modo que ele contenha seu par MIN/ESN, o que permitirá que o indivíduo mal-intencionado faça chamadas na sua conta.

    Para mais informações sobre telefones celulares e assuntos relacionados, visite os links na próxima página.