lombar, com aumento da anteversão da pelve, na intenção de distanciar a porção póstero-inferior da pelve (origem dos isquiotibiais) das porções póstero-mediais e póstero-Iaterais da tíbia (inserções dos isquiotibiais). Isto ocorre para que os isquiotibiais fiquem com sua origem mais fixa e alonga da e possam tornar-se mais eficientes como flexores do joelho (relação força-comprimento). c) A dorsiflexão do tornozelo é causada principalmente pelo tibial anterior, na intenção de distanciar o calcâneo (inserção do gastrocnêmio) da porção posterior dos côndilos do temur (origem do gastrocnêmio), para fixar a inserção do gastrocnêmio e mantê-Ia mais alongada e assim, torná-Io mais eficiente como flexor do joelho (relação força-comprimento). Estas alterações, apesar de levarem o indivíduo a realizar o movimento de flexão do joelho com uma sobrecarga maior e/ou por mais tempo, deixam a coluna lombar numa posição muito suscetível à lesão. Portanto, quando estas alterações começam a acontecer, o melhor é interromper o exercício, principalmente com os iniciantes neste exercício. Uma maneira de favorecer a fase excêntrica da contração, quando os isquiotibiais atingem a falha concêntrica do movimento, é realizar a dorsiflexão do tornozelo na fase concêntrica (para aumentar a participação do gastrocnêmio na flexão do joelho), seguida de flexão plantar na fase excêntrica (para diminuir a ação do gastrocnêmio por causa de insuficiência ativa), para que somente os isquiotibiais realizem esta fase do movimento. Apesar de esta técnica ser eficiente e não necessitar de um parceiro para o treinamento da fase negativa da contração, ela só deve ser utilizada por indivíduos em estágios mais avançados, que já possuem uma técnica mais apurada. Os alongamentos para o reto-femural ajudam a diminuir a insuficiência passiva deste grupo muscular na fase final da flexão do joelho e devem, principalmente, ser enfatizados nos iniciantes. Quando os músculos paravertebrais estão fracos, a pelve realiza uma retroversão no começo de cada fase excêntrica deste exercício. Assim, o fortalecimento prévio destes músculos favorece a correta postura da pelve no movimento. Os exercícios de flexão do joelho são mais efetivos no desenvolvimento da porção distal dos isquiotibiais, especialmente a porção curta do bíceps femural (que não cruza a articulação do quadril), por dois motivos principais: a) Quando a intensidade do exercício aumenta, a flexão do quadril também aumenta, para melhorar a relação força-comprimento pelo aumento do comprimento da extremidade proximal dos isquiotibiais. b) A extremidade proximal dos isquiotibiais é responsável pela extensão da articulação do quadril.