componente rotatório e do componente translatório são inversamente proporcionais entre si, ou seja, quando há um aumento na força aplicada perpendicular à alavanca, concomitantemente, há uma diminuição da força aplicada paralela à alavanca (e vice-versa). A maior parte da força produzida por um músculo contribui muito mais para compressão (e, às vezes para descompressão) do que para rotação articular. Assim, o músculo precisa gerar uma força total maior para produzir a força rotatória necessária para movimentar uma alavanca pelo espaço. Os componentes translatórios da maioria das forças musculares contribuem para compressão articular, o que aumenta a estabilidade da articulação. Fig.1.18 - Componentes rotatório e translatório resultantes da contração do bíceps branquial. Note que o componente rotatório é sempre perpendicular ao osso onde o músculo está inserido e o componente translatório é paralelo ao osso e aumenta a estabilidade do cotovelo (compressão) nesta situação. Quanto mais perto o ângulo articular estiver do ponto em que o ângulo da inserção do músculo for 90°, mais efetiva é a força muscular em produzir movimento rotatório, ou seja, se o músculo estiver fazendo uma força perpendicular ao osso onde está inserido, toda esta força produzirá movimento rotatório e nenhum componente translatório. O ângulo de 90° em relação ao osso praticamente não acontece para a maioria dos músculos do corpo humano e este ângulo do músculo quase nunca coincide com o mesmo ângulo para a articulação. No caso da articulação do cotovelo, por exemplo, o ponto em que a inserção do músculo bíceps braquial se aproxima de 90° é também a 90° de flexão desta articulação. Já para o músculo braquial, o cotovelo flexionado a 90° não é o ponto em que a sua inserção está mais próxima de perpendicular ao osso e o mesmo acontece com o músculo braquiorradial.