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Situado
no extremo oeste da Região Norte, o Acre faz fronteira com o
Peru e a Bolívia. Originalmente era coberto pela floresta amazônica,
rica em seringueiras, das quais se extrai a borracha. No século
passado, no auge da exploração dos seringais, os nordestinos
foram os principais colonizadores do estado. Desse povoamento
ficaram marcas na culinária – em pratos como bobó de camarão,
vatapá e carne-de-sol com macaxeira. Já o pirarucu de casaca e
a rabada ao tucupi vêm da forte herança indígena. Fatos
históricos
–
O Acre é a última grande área a ser
incorporada ao território brasileiro. Pelos acordos de limites
do período colonial, confirmados no Império, essa área
pertencia à Bolívia, sendo uma pequena parte reivindicada pelo
Peru. No final do século XIX chegam à região migrantes
nordestinos, principalmente cearenses, fugindo da seca. A
exploração dos seringais e o povoamento da área por esses
brasileiros dão início a um grave conflito com os bolivianos. As
autoridades bolivianas reagem à presença brasileira nos
seringais, negociando seu arrendamento a uma entidade
internacional, The Bolivian Syndicate. Os brasileiros organizam
rebeliões armadas e garantem sua permanência. Essa disputa só
termina com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, por
Brasil, Bolívia e Peru. O Brasil compra a região dos
bolivianos e peruanos por 2 milhões de libras esterlinas e
compromete-se a construir a ferrovia Madeira-Mamoré (Guajará-Mirim
a Porto Velho), em Rondônia, hoje
desativada. Transformação
em estado –
Em 1904, por decreto do presidente
Rodrigues Alves, o Acre torna-se território federal, dividido
em três departamentos: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá,
cujos prefeitos são nomeados pelo governo federal. A partir de
1920, a administração é centralizada em um governador,
nomeado pelo presidente da República. O declínio da extração
da borracha e a estagnação econômica aceleram o processo de
exploração da madeira e a devastação de grande parte da
floresta amazônica. O
território retoma o crescimento somente nos anos 40 e 50,
sustentado principalmente pelos recursos da União. Em 1962, com
pouco mais de 200 mil habitantes, o Acre torna-se estado. O
território havia atingido uma arrecadação igual à menor
arrecadação estadual, condição estabelecida pela Constituição
de 1946 para essa transformação. No
período do milagre econômico, nos anos 70, o Acre recebe
investimentos em diversos setores, que atraem novas migrações
e contribuem para o aumento da população. Há crescimento da
economia, ainda essencialmente extrativista e dependente das
culturas de subsistência, como mandioca, arroz, feijão, milho
e banana. Em 1988, com o assassinato do seringueiro e líder ecológico Chico Mendes, a questão da defesa de um modelo de extrativismo que não destrua a floresta ganha repercussão mundial. Prodex - Em 1997, o Banco da Amazônia, na gestão da economista acreana Flora Valladares Coelho, cria e começa a operacionalizar o Programa de Apoio ao Extrativismo Vegetal (Prodex). Essa iniciativa pioneira vem dando excelentes resultados na preservação da biodiversidade amazônica, e ainda é a única fonte creditícia dirigida exclusivamente ao extrativismo vegetal na Região. |
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