Acre Amazonas Rondônia Mato Grosso Tocantins Distrito Federal Roraima Amapá Maranhão Pará São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro
A C R E
  • Municípios: 22
  • População: 557.226
  • Área total: 152.522 km²
  • Hab. p/ km² : 3.65
  • Capital: Rio Branco
  • Relevo: depressão (maior parte) e planície estreita

  • Ponto + alto: serra do Divisor (Contamana)-609 m

  • Rios principais: Juruá, Xapuri, Purus, Tarauacá, Muru, Embira e Acre

  • Vegetação: floresta Amazônica

  • Clima: equatorial

Situado no extremo oeste da Região Norte, o Acre faz fronteira com o Peru e a Bolívia. Originalmente era coberto pela floresta amazônica, rica em seringueiras, das quais se extrai a borracha. No século passado, no auge da exploração dos seringais, os nordestinos foram os principais colonizadores do estado. Desse povoamento ficaram marcas na culinária – em pratos como bobó de camarão, vatapá e carne-de-sol com macaxeira. Já o pirarucu de casaca e a rabada ao tucupi vêm da forte herança indígena.

Fatos históricos O Acre é a última grande área a ser incorporada ao território brasileiro. Pelos acordos de limites do período colonial, confirmados no Império, essa área pertencia à Bolívia, sendo uma pequena parte reivindicada pelo Peru. No final do século XIX chegam à região migrantes nordestinos, principalmente cearenses, fugindo da seca. A exploração dos seringais e o povoamento da área por esses brasileiros dão início a um grave conflito com os bolivianos.

As autoridades bolivianas reagem à presença brasileira nos seringais, negociando seu arrendamento a uma entidade internacional, The Bolivian Syndicate. Os brasileiros organizam rebeliões armadas e garantem sua permanência. Essa disputa só termina com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, por Brasil, Bolívia e Peru. O Brasil compra a região dos bolivianos e peruanos por 2 milhões de libras esterlinas e compromete-se a construir a ferrovia Madeira-Mamoré (Guajará-Mirim a Porto Velho), em Rondônia, hoje desativada.

Transformação em estado – Em 1904, por decreto do presidente Rodrigues Alves, o Acre torna-se território federal, dividido em três departamentos: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, cujos prefeitos são nomeados pelo governo federal. A partir de 1920, a administração é centralizada em um governador, nomeado pelo presidente da República. O declínio da extração da borracha e a estagnação econômica aceleram o processo de exploração da madeira e a devastação de grande parte da floresta amazônica.

O território retoma o crescimento somente nos anos 40 e 50, sustentado principalmente pelos recursos da União. Em 1962, com pouco mais de 200 mil habitantes, o Acre torna-se estado. O território havia atingido uma arrecadação igual à menor arrecadação estadual, condição estabelecida pela Constituição de 1946 para essa transformação.

No período do milagre econômico, nos anos 70, o Acre recebe investimentos em diversos setores, que atraem novas migrações e contribuem para o aumento da população. Há crescimento da economia, ainda essencialmente extrativista e dependente das culturas de subsistência, como mandioca, arroz, feijão, milho e banana.

Em 1988, com o assassinato do seringueiro e líder ecológico Chico Mendes, a questão da defesa de um modelo de extrativismo que não destrua a floresta ganha repercussão mundial.

Prodex - Em 1997, o Banco da Amazônia, na gestão da economista acreana Flora Valladares Coelho, cria e começa a operacionalizar o Programa de Apoio ao Extrativismo Vegetal (Prodex). Essa iniciativa pioneira vem dando excelentes resultados na preservação da biodiversidade amazônica, e ainda é a única fonte creditícia dirigida exclusivamente ao extrativismo vegetal na Região.

Página independente

topo